Estamos diante da Casa 12, o ponto onde o fim se encontra
com o começo.
Isso porque ela não representa "o fim", mas o
momento em que nos recolhemos para refletir sobre a jornada percorrida e
transformar experiências em sabedoria, preparando-nos para novos capítulos.
É como um ponto de pausa e contemplação, antes de renascer
na Casa 1 com uma nova vitalidade.
Pra isso temos que mergulhar no nosso inconsciente. O
inconsciente é o principal elemento dessa casa. É lá onde estão nossas reações emocionais,
experiências, pensamentos e crenças de difícil acesso. Padrões que apenas
repetimos sem questionar. Sem ao menos trazê-los pra consciência.
Além disso a Casa 12 é como um território onde as fronteiras
entre o individual e o coletivo se dissolvem. Nesse espaço, pode-se acessar o
que está dentro de nós e, também compreender como as experiências pessoais
(como medos, perdas e desafios) se encaixam no contexto maior da humanidade. Aqui
que percebemos que nossas histórias individuais fazem parte de um grande tecido
de experiências humanas, entrelaçadas e universais.
É uma casa que pode ser vista como um convite para a
aceitação e transformação das nossas sombras. Um espaço onde podemos
transcender o ego e nos conectar com algo maior, como o espiritual ou o
universal.
O signo que abre a casa 12 e planetas que estiverem ali
indicam como lidamos com esse mundo inconsciente e possíveis acontecimentos da
nossa gestação. A nossa existência pré natal está registrada ali. Numa
engenharia celeste precisa e mágica.
É um lugar de inspiração, de fontes invisíveis, que podem
nos ajudar a transformar nossas experiências mais profundas em algo belo e
significativo.
É um lugar de profunda cura: ao enfrentar as energias
desafiadoras ali presentes, é possível encontrar liberação e crescimento
espiritual.
É um convite para um mergulho interno para descobrir partes
escondidas de nós mesmos que precisam ser integradas.
É um lugar de transição, onde velhos padrões são liberados e
energias são purificadas, deixando espaço para o desconhecido e o potencial de
algo novo surgir.
A Casa 12 é uma passagem, não um destino final!
Escrito por Lizi Liberato. Astróloga e Alquimista.
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