Peixes

 


Chegamos ao fim... E como todo fim que entende sua própria natureza, ele sabe que abre as portas pra um novo começo.

No último capítulo da nossa jornada com o astro rei, o Sol chega ao signo de Peixes. O último suspiro do zodíaco, mas também o primeiro sopro do invisível.
Peixes não termina: transborda.

Piscianos carregam uma bússola que não aponta para o Norte, mas para o invisível. Eles não seguem caminhos — dissolvem fronteiras.
Percebem nuances que ninguém nomeia, sentem antes de saber, sabem antes de explicar.

São colecionadores de silêncios, intérpretes de gestos e de mundos internos.
Têm uma memória emocional que não se mede em datas, mas em intensidade, cor e cheiro.

Peixes enxerga o que está por trás do que está por trás. Capta o que escapa.
Abraça o que ninguém vê. Mas nem sempre sabe disso. E quando tenta explicar usa uma metáfora, pra exemplificar a metáfora... porque palavras não traduzem tudo.

Eles sentem mais, sentem muito, pra eles a dor do outro incomoda. A realidade dói, é dura demais. E por isso, às vezes, escapam, parecem distantes — mas eles só estão navegando em outra camada da realidade. Onde poucos tem acesso.

No fim da jornada, Peixes nos lembra que nada é definitivo. Que toda despedida é uma travessia e que o ciclo só se completa quando a gente se permite sentir e recomeçar.

Até mais.

 

 

Escrito por Lizi Liberato. Astróloga e Alquimista. 

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